A escolha de um protetor facial para alta temperatura não deve começar pela cor do visor, pela aparência do equipamento ou pela percepção de que uma versão parece mais robusta do que a outra.

O ponto de partida é a análise dos riscos presentes na atividade.

Em operações industriais, a face e os olhos podem estar expostos simultaneamente a partículas volantes, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa. Nesses ambientes, escolher um visor inadequado pode prejudicar a visualização da tarefa, comprometer a utilização correta do equipamento e manter o trabalhador exposto a riscos que deveriam ter sido controlados.

Por isso, a diferença entre o visor ouro e o visor verde precisa ser compreendida pelas marcações técnicas de cada modelo e pelas condições reais do posto de trabalho.

Este conteúdo aprofunda um dos pontos tratados no guia sobre como escolher um EPI para alta temperatura: a seleção da proteção para a face e os olhos.

Como escolher um protetor facial para alta temperatura?

Um protetor facial para alta temperatura deve ser escolhido a partir dos riscos identificados na atividade, das marcações de proteção óptica, da luminosidade existente no posto de trabalho e da compatibilidade do conjunto com os demais EPIs.

Nos modelos da SUPREMA, tanto o visor ouro quanto o visor verde possuem proteção contra impactos de partículas volantes, radiação ultravioleta U6, radiação infravermelha R5 e luz visível. A principal diferença técnica é a classe de filtro de luz visível: L4 no visor ouro e L5 no visor verde. Essa diferença não significa que um modelo seja universalmente superior ao outro.

Nenhum dos dois protetores faciais é aprovado para soldagem, processos similares ou atividades com risco de choque elétrico.

Neste conteúdo, a expressão “protetor facial” será utilizada para se referir aos modelos de protetor facial para alta temperatura analisados.

O que é um protetor facial para alta temperatura?

O protetor facial para alta temperatura é um EPI destinado à proteção dos olhos e da face contra riscos específicos encontrados em determinadas operações industriais.

Modelos voltados a luminosidade intensa e radiações não ionizantes utilizam filtros ópticos com marcações técnicas específicas.

Os protetores faciais da SUPREMA são formados por:

  • Visor de policarbonato;
  • Suporte basculante em alumínio;
  • Sistema de fixação ao capacete compatível;
  • Mola metálica que mantém o suporte fixado ao casco.

Os visores medem cerca de 240 mm de altura por 360 mm de largura. O visor ouro é confeccionado em policarbonato verde escuro com película dourada refletiva na face externa, enquanto o visor verde é produzido em policarbonato verde escuro.

A primeira pergunta não é “ouro ou verde”

Antes de comparar os dois modelos, o profissional de SST precisa responder a uma questão mais importante:

Quais riscos precisam ser controlados durante a execução desta atividade?

A seleção de um EPI não pode ser feita apenas com base no nome comercial do produto. De acordo com o item 6.5.2 da NR-6 – Equipamentos de Proteção Individual, a organização deve considerar, entre outros fatores:

  • A atividade exercida;
  • As medidas de prevenção relacionadas aos perigos identificados e aos riscos ocupacionais avaliados;
  • A eficácia necessária para controlar a exposição;
  • As exigências das normas regulamentadoras e dos dispositivos legais;
  • A adequação e o conforto para os trabalhadores;
  • A compatibilidade entre os EPIs usados simultaneamente.

Conforme o item 6.5.2.1 da NR-6, a seleção do EPI deve ser registrada e pode integrar ou ser referenciada no Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. A norma também prevê a participação do SESMT, quando houver, após a escuta dos trabalhadores usuários e da CIPA ou do representante nomeado.

Isso significa que a decisão entre visor ouro e visor verde não deve ser tomada isoladamente pelo setor de Compras nem reduzida a uma comparação de preços.

A especificação precisa conectar o produto à atividade.

Como a NR-6, o CA e a ANSI/ISEA Z87.1 se relacionam?

No Brasil, a aprovação, a comercialização, o fornecimento e a utilização dos EPIs são regulamentados pela NR-6. De acordo com o item 6.4.1, um EPI de fabricação nacional ou importado somente pode ser colocado à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O CA não é uma certificação universal. Ele qualifica determinada configuração de produto como EPI no Brasil e informa os riscos para os quais o equipamento foi aprovado, suas restrições, a norma técnica utilizada na avaliação e os componentes que devem formar o conjunto.

Nos CAs 43.917 e 43.918, a norma técnica indicada para avaliação e marcação dos protetores faciais é a ANSI/ISEA Z87.1-2015.

A ANSI/ISEA Z87.1 possui uma edição mais recente, publicada em 2025. Entretanto, os ensaios, as marcações e as condições de aprovação destes protetores permanecem vinculados à edição de 2015 indicada nos respectivos CAs. A existência de uma versão mais recente da norma internacional não altera automaticamente um Certificado de Aprovação brasileiro.

A ANSI/ISEA Z87.1 estabelece critérios de desempenho, ensaio e marcação para equipamentos de proteção dos olhos e da face. A NR-6 e o CA, por sua vez, determinam as condições legais para que o produto seja comercializado e utilizado como EPI no Brasil. Uma referência não substitui a outra.

Contra quais riscos os protetores faciais são aprovados?

Os protetores faciais visor ouro e visor verde da SUPREMA são aprovados para proteção dos olhos e da face contra:

Impactos de partículas volantes

Partículas projetadas durante uma operação podem atingir os olhos ou outras regiões da face.

A marcação “+” associada a Z87 indica que o equipamento atende ao requisito de resistência a alto impacto previsto na ANSI/ISEA Z87.1-2015.

A presença dessa marcação não dispensa a avaliação da direção, da velocidade, da dimensão e da natureza das partículas geradas pela atividade.

Radiação ultravioleta

A marcação U identifica um filtro destinado à proteção contra radiação ultravioleta.

Nos dois modelos da SUPREMA, a classificação registrada é U6.

Radiação infravermelha

A marcação R identifica a proteção contra radiação infravermelha.

Os dois modelos possuem classificação R5.

A radiação infravermelha pode estar presente em processos com fontes intensas de calor, mesmo quando não existe contato direto do trabalhador com a fonte. Por esse motivo, sua presença precisa ser considerada na avaliação do ambiente e na seleção da proteção ocular e facial.

Luz visível intensa

A marcação L representa a classe do filtro para luz visível.

É justamente nesse ponto que aparece a principal diferença técnica entre os dois protetores:

  • Visor ouro: L4;
  • Visor verde: L5.

L4 e L5 representam classes diferentes de filtragem da luz visível. A numeração não deve ser interpretada como uma escala geral de qualidade ou como prova de que um modelo seja sempre mais seguro do que o outro.

O que significa Z87+U6L4R5?

A marcação do protetor facial para alta temperatura visor ouro é:

Z87+U6L4R5

A marcação segue a ANSI/ISEA Z87.1-2015 indicada no CA 43.918. No Brasil, sua utilização como EPI também depende do atendimento à NR-6 e às condições expressas no Certificado de Aprovação.

Cada parte transmite uma informação diferente:

Z87+

Indica o atendimento aos requisitos aplicáveis da ANSI/ISEA Z87.1-2015 e a classificação de resistência a alto impacto representada pelo sinal “+”.

U6

Indica a classe de proteção contra radiação ultravioleta.

L4

Identifica a classe do filtro para luz visível.

R5

Indica a classe de proteção contra radiação infravermelha.

A configuração não possui a marcação W. Portanto, o equipamento não é aprovado para soldagem e processos similares.

O que significa Z87+U6L5R5?

A marcação do protetor facial para alta temperatura visor verde é:

Z87+U6L5R5

A marcação segue a ANSI/ISEA Z87.1-2015 indicada no CA 43.917. No Brasil, sua utilização como EPI também depende do atendimento à NR-6 e às condições expressas no Certificado de Aprovação.

A estrutura é semelhante à do visor ouro:

  • Z87+: resistência a alto impacto e atendimento aos requisitos aplicáveis da norma;
  • U6: proteção contra radiação ultravioleta;
  • L5: classe de filtro para luz visível;
  • R5: proteção contra radiação infravermelha.

A diferença objetiva em relação ao visor ouro é a alteração de L4 para L5.

Essa mudança não deve ser interpretada simplesmente como “mais proteção” ou “melhor produto”. Ela representa uma configuração diferente de filtragem da luz visível.

O modelo adequado será aquele que, dentro das condições aprovadas, oferecer a filtragem compatível com a luminosidade do ambiente sem prejudicar a percepção necessária para executar a tarefa com segurança.

Visor ouro ou visor verde: quais são as diferenças?

Comparação técnica entre os protetores faciais visor ouro e visor verde SUPREMA
Critério Visor ouro Visor verde
Composição do visor Policarbonato verde escuro com película dourada refletiva externa Policarbonato verde escuro
Código SUPREMA 4520 4520-1
Certificado de Aprovação CA 43.918 CA 43.917
Validade do CA 16 de dezembro de 2029 18 de dezembro de 2029
Marcação Z87+U6L4R5 Z87+U6L5R5
Proteção ultravioleta U6 U6
Filtro de luz visível L4 L5
Proteção infravermelha R5 R5
Alto impacto Sim, marcação “+” Sim, marcação “+”
Proteção para soldagem Não aprovado Não aprovado
Atividade com risco elétrico Não utilizar Não utilizar
Dimensões informadas Cerca de 240 × 360 mm Cerca de 240 × 360 mm
Estrutura de fixação Suporte basculante em alumínio Suporte basculante em alumínio
Capacete do conjunto Capacete de segurança CA 40.055 Capacete de segurança CA 40.055

Quando avaliar o visor ouro?

O visor ouro deve ser avaliado quando a análise da atividade indicar a necessidade da configuração U6L4R5.

Sua película dourada refletiva é a diferença construtiva mais visível em relação ao outro modelo. Entretanto, essa característica não deve ser utilizada isoladamente para presumir que o equipamento seja adequado a qualquer exposição ao calor radiante.

A decisão precisa considerar:

  • A intensidade e a posição da fonte;
  • A luminosidade existente no posto;
  • A necessidade de observar detalhes da operação;
  • Os riscos de impacto;
  • A presença de radiação UV e infravermelha;
  • O tempo e a frequência de exposição;
  • Os demais EPIs utilizados.

Conheça as características do protetor facial para alta temperatura visor ouro.

Quando avaliar o visor verde?

O visor verde deve ser avaliado quando a análise de risco e as condições visuais da tarefa forem compatíveis com a configuração U6L5R5.

Como a diferença técnica em relação ao visor ouro está na classe do filtro para luz visível, a avaliação não pode ignorar a percepção do trabalhador durante a execução da atividade.

Um filtro incompatível com o posto pode dificultar a observação de peças, instrumentos, sinais, comandos ou irregularidades do processo. Por isso, além da documentação técnica, recomenda-se avaliar o equipamento nas condições reais de uso e ouvir os trabalhadores envolvidos.

Conheça as características do protetor facial para alta temperatura visor verde.

L5 é melhor do que L4?

Não é correto afirmar que L5 seja automaticamente melhor do que L4.

As marcações representam classes diferentes de filtro para luz visível. Elas não constituem uma classificação geral na qual o número mais alto transforma um produto em opção superior para todas as atividades.

Um visor pode filtrar mais luz do que a operação exige e, com isso, prejudicar a visualização. Também pode filtrar menos do que o necessário para determinada condição de luminosidade.

Por isso, a pergunta técnica não deve ser:

Qual visor possui o maior número?

A pergunta correta é:

Qual classe de filtro atende à luminosidade do posto sem comprometer a visualização segura da tarefa?

A resposta depende da avaliação do ambiente, da tarefa e das especificações técnicas aplicáveis.

Como escolher entre o visor ouro e o visor verde?

A seleção pode ser organizada em seis etapas.

1. Identifique os riscos da atividade

Avalie quais riscos atingem efetivamente os olhos e a face:

  • Partículas volantes;
  • Radiação ultravioleta;
  • Radiação infravermelha;
  • Luz intensa;
  • Calor radiante;
  • Respingos ou projeções;
  • Riscos adicionais presentes na área.

Não presuma que todos esses riscos estejam cobertos pelo mesmo equipamento.

2. Analise a luminosidade do posto

Observe a fonte de luz, sua intensidade, a direção de incidência e as alterações que ocorrem durante a tarefa.

Também é necessário verificar se o trabalhador precisa:

  • Identificar cores;
  • Ler instrumentos;
  • Observar detalhes pequenos;
  • Reconhecer sinais luminosos;
  • Controlar visualmente materiais ou equipamentos em movimento.

Essas informações influenciam a seleção entre L4 e L5.

3. Consulte o Certificado de Aprovação

O número do CA precisa corresponder exatamente ao modelo adquirido.

Nos produtos analisados:

  • Visor ouro: CA 43.918, válido até 16 de dezembro de 2029;
  • Visor verde: CA 43.917, válido até 18 de dezembro de 2029.

Fabricados pela SUPREMA – Suprema Indústria e Comércio de Acessórios do Vestuário Ltda., CNPJ 02.674.557/0001-33 –, os dois protetores faciais foram ensaiados pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas:

  • Visor ouro: laudo de ensaio nº 1 152 693-203;
  • Visor verde: laudo de ensaio nº 1 152 694-203.

De acordo com o item 6.4.1 da NR-6, um EPI somente pode ser comercializado ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação expedido pelo órgão competente. A situação vigente deve ser consultada no sistema oficial CAEPI do Ministério do Trabalho e Emprego antes da aquisição.

Ter um CA, entretanto, não significa que o equipamento seja adequado a qualquer atividade.

O CA informa contra quais riscos o modelo foi aprovado, suas restrições e a configuração que deve ser respeitada. A organização continua responsável pela seleção correta e pelo atendimento à NR-6 e às demais regulamentações aplicáveis.

4. Verifique a configuração completa

O protetor facial não deve ser utilizado de forma separada ou montado com componentes escolhidos por semelhança visual.

É necessário respeitar:

  • O capacete de segurança CA 40.055, fabricado pela Plastidur, indicado nos CAs 43.917 e 43.918;
  • O suporte basculante correspondente;
  • O sistema de fixação;
  • A montagem recomendada;
  • As instruções do fabricante;
  • A compatibilidade com os demais EPIs.

Alterar a configuração pode comprometer o desempenho do conjunto e descaracterizar o equipamento aprovado.

5. Avalie o uso nas condições reais

Sempre que possível, realize uma avaliação controlada no posto de trabalho.

Observe:

  • Campo visual;
  • Facilidade de movimentação;
  • Interferência com outros EPIs;
  • Estabilidade do conjunto;
  • Facilidade de ajuste;
  • Percepção de detalhes;
  • Aceitação dos trabalhadores.

O item 6.5.2 da NR-6 inclui a adequação, o conforto e a avaliação do conjunto de trabalhadores entre os fatores que devem ser considerados na seleção do EPI.

6. Registre a decisão técnica

A especificação deve registrar, pelo menos:

  • Atividade avaliada;
  • Riscos identificados;
  • Modelo selecionado;
  • Número do CA;
  • Componentes do conjunto;
  • Restrições;
  • Critérios que fundamentaram a escolha;
  • Orientações de uso, conservação e substituição.

Esse registro reduz decisões baseadas em percepção, facilita futuras revisões e oferece rastreabilidade para SST e Compras.

O protetor facial pode ser usado para soldagem?

Não.

Os CAs 43.917 e 43.918 estabelecem que os protetores faciais não são aprovados para soldagem ou processos similares. A configuração dos produtos não apresenta a marcação W, utilizada pela ANSI/ISEA Z87.1 para identificar filtros destinados à soldagem.

A presença de película dourada, a tonalidade escura ou a proteção contra radiação infravermelha não transformam o visor em um equipamento de soldagem.

Para esse tipo de atividade, devem ser selecionados equipamentos especificamente aprovados para os riscos do processo, considerando o tipo de soldagem, a intensidade da radiação, a faixa de tonalidade necessária e as demais exposições existentes.

Pode ser utilizado em atividade com risco de choque elétrico?

Não.

Os certificados dos dois modelos estabelecem restrição expressa para atividades com risco de choque elétrico.

Essa limitação deve ser considerada na análise de risco, especialmente porque o conjunto possui suporte basculante em alumínio e sistema de fixação com componentes metálicos.

O capacete CA 40.055 indicado para o conjunto também não é aprovado para trabalhos com energia elétrica. Não é correto presumir isolamento elétrico apenas porque o protetor facial está acoplado a um capacete de segurança.

O protetor facial substitui os óculos de segurança?

A necessidade de utilizar óculos de segurança em conjunto com o protetor facial deve ser definida pela análise de risco e pelas exigências aplicáveis à atividade.

O protetor facial oferece uma área ampla de cobertura, mas a organização precisa avaliar:

  • Direção das partículas;
  • Possibilidade de entrada pelas laterais ou pela parte inferior;
  • Necessidade de proteção primária dos olhos;
  • Compatibilidade entre os equipamentos;
  • Orientações do fabricante;
  • Requisitos do procedimento operacional.

O item 6.5.2 da NR-6 exige que os EPIs utilizados simultaneamente sejam compatíveis e mantenham suas respectivas eficácias.

Como higienizar e conservar o protetor facial?

A higienização deve seguir as recomendações do fabricante.

Para os modelos da SUPREMA, a orientação é realizar a limpeza com pano úmido e água, sem utilizar compostos químicos. Após o procedimento, o equipamento deve ser inspecionado visualmente para verificar se ocorreu algum dano.

Na rotina de inspeção, devem ser observados:

  • Riscos ou danos que prejudiquem a visão;
  • Trincas;
  • Deformações;
  • Descolamento ou deterioração da película;
  • Folgas nos pinos;
  • Danos no suporte;
  • Falhas no sistema de fixação;
  • Alterações que prejudiquem o encaixe no capacete.

O equipamento deve ser armazenado em local arejado, protegido de calor e umidade.

Quando o visor deve ser substituído?

A substituição deve ocorrer aos primeiros sinais de deterioração ou sempre que alguma alteração puder comprometer a proteção, a fixação ou a visibilidade.

Um visor danificado não deve permanecer em uso apenas porque ainda permite enxergar parcialmente através dele.

Riscos profundos, opacidade, trincas, deformações e danos na película podem afetar a execução segura da atividade. Problemas no suporte ou no sistema de fixação também exigem a retirada imediata do conjunto para avaliação.

De acordo com a NR-6, a organização deve substituir imediatamente o EPI quando estiver danificado ou extraviado. O trabalhador deve comunicar qualquer dano ou alteração que torne o equipamento impróprio para uso.

Certificado de Aprovação basta para escolher o protetor?

Não.

O Certificado de Aprovação é obrigatório e qualifica determinada configuração de produto como EPI no Brasil para os riscos e as condições descritos em sua documentação.

Ele não substitui:

  • A análise de risco;
  • A avaliação da atividade;
  • A verificação de compatibilidade;
  • A orientação aos trabalhadores;
  • O treinamento;
  • A inspeção;
  • A manutenção;
  • O acompanhamento da utilização.

Um equipamento pode possuir CA válido e, mesmo assim, ser inadequado para uma atividade diferente daquela contemplada por sua aprovação.

A escolha técnica depende da correspondência entre o risco existente e a proteção efetivamente oferecida.

Perguntas frequentes sobre protetor facial para alta temperatura

Qual é melhor: visor ouro ou visor verde?

Não existe um modelo universalmente melhor. Os dois possuem proteção U6 e R5 e atendem ao requisito de alto impacto. A principal diferença técnica está na classe do filtro de luz visível: L4 no visor ouro e L5 no visor verde. A seleção depende dos riscos, da luminosidade e das exigências visuais da atividade.

O protetor facial pode ser usado sozinho?

Não. O equipamento deve ser utilizado na configuração completa, com o suporte basculante correspondente e o capacete de segurança indicado no respectivo Certificado de Aprovação.

O protetor facial pode ser usado em soldagem ou em atividades com risco elétrico?

Não. Os modelos visor ouro e visor verde não são aprovados para soldagem e processos similares, pois não possuem a marcação W. Os dois também apresentam restrição para atividades com risco de choque elétrico.

Quais são os CAs dos protetores faciais?

O visor ouro possui o CA 43.918, enquanto o visor verde possui o CA 43.917. A situação vigente deve ser consultada antes da aquisição e da utilização.

Conclusão

Como vimos, a escolha do protetor facial para alta temperatura deve considerar os riscos da atividade, a luminosidade do ambiente, a classe de filtragem do visor e a compatibilidade do conjunto. O visor ouro possui marcação L4, enquanto o visor verde possui marcação L5, sem que isso torne um deles automaticamente superior ao outro.

Para conhecer todos os detalhes dos EPIs, acesse as páginas do visor ouro e do visor verde.

O conteúdo esclareceu suas dúvidas ou há algum outro ponto sobre esse EPI que você gostaria de entender melhor? Deixe sua pergunta nos comentários ou, se preferir, entre em contato conosco, pois queremos ajudar você a tomar uma decisão técnica mais segura e adequada à realidade da sua operação.

Estamos à disposição.

Grande abraço.